JAIDER MIRANDA
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Responsável por 30% dos 80 mil trabalhadores com carteira assinada na cidade, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho, o setor do comércio tem reforçado a cada ano a sua importância para a economia canela-verde. E a tendência é o setor se tornar ainda mais representativo, com o surgimento de novos “corredores comerciais”, como são chamadas as ruas voltadas quase que exclusivamente para o comércio e a prestação de serviços.
A meta é criar outros grandes concentradores de estabelecimentos comerciais, como na Glória, Centro e Praia da Costa. Alguns bairros com esse potencial já estão sendo mapeados pela prefeitura e pelo setor empresarial.
Entre locais que estão sendo alvo do levantamento estão a Rua Leila Diniz, em Novo México; a Avenida Águia Branca, de Vale Encantado; a Avenida João Mendes, em Santa Mônica; a Rua Santa Leopoldina, de Coqueiral de Itaparica; e a Sexta Avenida de Cobilândia, além das ruas Evaldo Cruz, Afonso Cláudio e Boa Esperança, em Terra Vermelha.
Com esse mapeamento em mãos, a prefeitura irá trabalhar atividades de capacitação tanto para os proprietários quanto para os lojistas.
No entanto, algumas dificuldades são enfrentadas.
Uma delas, por exemplo, é a forma de obtenção de crédito.
Esse e outros fatores são os responsáveis por metade das pequenas empresas brasileiras quebrarem antes de completar o segundo ano de funcionamento.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Vila Velha, Octaciano Neto, a descentralização das atividades comerciais ajuda, não só na geração de empregos diretos para essas comunidades, mas também para a mobilidade urbana.
“Tendo um comércio forte no seu próprio bairro, o morador não precisa ficar se deslocando para outros lugares atrás de produtos e serviços. Isso irá contribuir também para o trânsito de áreas como o Centro e Glória”, explica o secretário.


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